O segundo dia do resto da minha vida

Eu sozinha, sem mais ninguém na fotoJustificar

Eu tenho muito talento pro drama. Não que o SBT esteja perdendo o melhor talento dos últimos anos e eu vá ser a próxima Pícara Sonhadora, mas sou extremamente dramática.

Qualquer pessoa normal em algum momento da sua vida bateu o pé e decidiu que aquele seria o primeiro dia do resto da sua vida. Como eu realmente não tenho vergonha na cara, eu tenho uns 10 primeiros dias da minha vida por mês, ontem eu decidi que seria o primeiro dia do resto da minha vida. De novo. Talvez eu seja a Drama Queen ou talvez as pessoas sejam medíocres demais pra se tornarem divisores de águas na minha vida.

Enfim, hoje é o segundo dia do resto da minha vida, parte 986478 e meio. No meu próximo porre (que provavelmente será amanhã) começo outro primeiro dia do resto da minha vida com resoluções totalmente diferentes, mas hoje (colocaria a data se soubesse que dia é hoje) é o segundo dia do resto da minha vida dessa semana. E isso pra mim é foda, é o equivalente a ganhar uma fichinha de um mês sóbrio do A.A. Alá de novo o talento pro drama. Nem vi passar até porque a Ju me obrigou a beber e estava anestesiada, mas mano SOBREVIVI, dá licença? Deixa eu ser foda sem mérito? Esse blog é meu e aqui eu sou foda com ou sem mérito. Grata.

Então, como eu dizia... Segundo dia do resto da minha vida. Acordei mamãe tem uns 15 mins pra comemorar, e depois de me mandar ir a merda ela me disse que depois de toda tempestade vem a bonança. Me mandou ir pra merda de novo e voltou a dormir. Eu depois de superar o "vai a merda" da mamãe com 3 rivotrils sentei aqui e pensei muito. Que bonito essa coisa de depois de toda tempestade vem a bonança né? Né não amica. Vide enchentes vida afora. É hora de você calcular prejuízos, tirar o seu salto 15 que você tinha colocado pra chuva não alcançar a sua canela, arregaçar as mangas e ir no Gugu pedir mobília nova. Quem foi o imbecil que disse que depois da tempestade tem a bonança? Tem não mona. Você não vai acordar um dia linda e vai surgir um arco íris e Iemanjá não vai te devolver tudo que o Tsunami levou, incluindo seu marido que foi levado pela correnteza (tá vendo? tudo tem um lado bom, agora vc tá na pista de novo gatan, sijoga).

Essa coisa da reconstrução sempre me deu preguiça. Seja em qualquer aspecto. Vovó fez uma reforma não tem muito tempo e tipo tivemos MUITOS problemas. O primeiro é a mão de obra cara. O segundo é o pedreiro não aceitar coo. O terceiro é o único pedreiro que aceita coo ser muito feio. Não que vovó dê o coo, mas a família resolveu ajudar e essa era a minha contribuição. Faz favor de parar de pensar no coo da minha avó. Brigada.

E na nossa vida pessoal não é muito diferente. A gente vai lá, constrói, nego derruba, a gente pinta, nego pixa, a gente conserta e um filho da puta estraga. E ninguem conserta por favores sexuais. Que te sobra? Areegaçar as mangas e ir à luta.

Pois tô nessas. Juntei meus caquinhos, tirei o pote de cola debaixo da cama que eu tava guardando pra cheirar numa ocasião especial e tô me remendando. Tô linda e toda trabalhada no mosaico. Acho digno ser toda cheia dos craquelês (já fiz trabalhos manuais tá?). Sinal de que você sobreviveu. Que aquele dia que você tava de porre na buatchy e chorou cantando "I will survive" nem era da boca pra fora. Já pode ir comer olho de cabra no "No limite" amica, porque você é uma sobrevivente. Acredite, já comi coisas piores. O Alfredo por exemplo. Sorry Alfredo, mas você é podre. Sem ressentimentos tá? Amigos?

Não faço a mínima idéia de como vai ser o terceiro dia do resto da minha vida. Provavelmente a tarde vou falar com minhas biscates querydas (oi May, oi Ju), zoar a namorada alheia (oi Richie), cobiçar o namorado alheio (oi Angel, brinks Carlota, me mata não) e depois nem me responsabilizo. Talvez seja de novo o primeiro dia do resto da minha vida. Talvez o último. Mas tô lá, mais cheia de remendo que o Marcelo, que tinha uma tatuagem do 2pac e umas 20 cicatrizes de facada (alguém me explica porque dei um fora naquele preto escândalo? Marcelo, call me bitch), e vamo que vamo.

Como diria alguém que nem lembro quem é "Amanhã de manhã vou servir um café pra nós dois". Brinks, nem era essa música. Mas não resisto a Roberto Carlos, fico TODA BABADA. Mas sim, como eu dizia...

Como diria Caetano (vamos deixar claro que detesto e tô ouvindo gangsta's paradise com cara de psicho):

Amanhã
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno, será pleno...

E sorry Caetano, mas se dessa vez você falar "Ou não" eu meio que te corto o pinto fora porque nem tô boua.

Beijos no pâncreas, bitch

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Eu não falei que tinha cura?

Opa, linguiça? Pica pra dois.

Edit feito no meio do post: esse post ficou muito maior do que eu imaginava, então se tiver com preguiça volta depois baby. Ou nem volta. Vamo ler piada do humortadela que é curto e bem melhor que ver uma mulher na tpm reclamando. Ou lê só até quando começar a estória, que é a parte grande da bagaça. Sei que tenho mandado pular pencas de posts, mas é que realmente tenho feito nada interessante, nenhum conselho que preste. Sempre são homenagens, reclamações ou vômitos verborréicos.

A decepção e o tempo curam tudo. Nesse caso só precisei de 30 mins e um telefonema E ó que nem foi pro bofe, porque né? Nem tenho o telefone dele.

Ok que fazer a Lorena Bobbitt é bem mais divertido. Na verdade ando pensando seriamente em assumir esse sobrenome. Muito mais legal que Beauvoir, que não cortou o pinto de ninguém. Ou usar o meu mesmo já que mamãe também não cortou o pinto do papai quando devia e eu sou a prova viva disso. A Loló (sou íntima, tá?) cortou a neca do cafuçu enquanto ele dormia. Hoje em dia ela é um ícone, tem uma ong que arrecada fundos pra mulheres maltratadas por machos (Oi gacta, me manda 50 dólares please?) e ele, que conseguiu ter o seu pênis reimplantado virou ator pornô como bom macho escroto oportunista. Não que todos sejam. Mas talvez eu arranque seu pinto fora sem querer, desde já peço desculpas caso você não mereça.

Peço que abstraiam toda a vibe sentimentalóide que me perseguiu nesses últimos dias. Acho que era TPM e excesso de Ivanilson. Voltei ao normal e sou a velha e boa (ou não) Camila de sempre.

Fiz N posts tentando me explicar, e serviram nem pra mim mesmo. O esquema é se jogar sem culpa. Esse papel de Madalena Arrependida nunca me caiu bem, não combina com meu esmalte vermelho.

Mas se explicar de que Camila? De nada. Larga de ser inxirido, caceta.

Agora mudando de assunto, eu vou contar uma estória fictícia totalmente baseada em fatos fictícios, e quero deixar claro que se alguém se identificar e quiser me processar eu vou pagar em suaves prestações de 5 reais mensais, não só porque estou falida mas porque simplesmente não acho que as pessoas valham mais que isso (tirando minhas bitches querydas). Se você tem estômago fraco, menos de 10 anos ou preguiça de ler, é hora de dar tchau. Beijos, volte sempre, prometo posts mais curtos e úteis.

Era uma vez uma mulher chamada Creuza. Creuza era uma bocó insegura. Mas era legalzinha, a pobre Creuza. Ela nunca se enquadrou em nenhum padrão estético de beleza, mas ela tinha lá seus dotes. Um dia a Creuza foi enxer a cara como de costume, porque a pobre Creuza bebe que nem um caminhoneiro louco. Aí a creuza conheceu o Wanderley. O Wanderley é um mimo. bonitinho, fragilzinho, fofinho. Creuza colocou todo seu instinto maternal pra fora e soltou um "owwwnnnnn". Como ninguém entendeu nada a Creuza fingiu que eram gases e ficou por isso mesmo. Pouco depois a Creuza largou dessa porra de instinto maternal e bêbada, soltou um "hummmm". Ninguém entendeu nada de novo e a Creuza novamente culpou o seu pobre intestino que tava ali quietinho. O intestino da Creuza é um injustiçado. Creuza e Wanderley se pegaram. A Creuza ouviu fogos, logo depois descobriu que era o seu estômago roncando, porque a nossa Creuza vive de dieta. Mas pelos 5 segundos que ela acreditou serem fogos foi mágico. Pobre Creuza, não sabe que do mágico pro trágico é um pulo.

Wanderley e Creuza se despediram. Sem trocar telefones nem nada. Quem pede telefone hoje em dia? Às favas com as convenções, talvez nunca mais se vissem. E a Creuza tocou a sua vida. Pouco tempo depois a Creuza reencontrou o Wanderley. Wanderley sentou do outro lado da mesa. A nossa Creuza achou que ele era tímido, ou que não tava a fim, e sinceramente a Creuza tava preocupada demais com a demora do conhaque que ela tinha pedido pra se importar com isso. A nossa Creuza tem amigos alcoviteiros. De repente quando ela olhou pro lado o tímido Wanderley estava ali sentado. E todos da mesa com cara de quem tinham feito caquinha. Creuza jogou todo o seu charme (leia: embebedou o tímido Wanderley). Creuza pegou o Wanderley again. E dessa vez a Creuza sentiu um friozinho na barriga. E não era o seu intestino injustiçado. Despediram-se novamente sem trocar números. Com bastante efusividade eu diria. Mas tinham amigos em comum, se veriam de novo. Creuza foi esticar com os amigos, podia ter pego outro bofescândalo mas achou melhor não. Na verdade nem cogitou essa hipótese. É Creuza, quem te viu quem te vê. A nossa pobre Creuza já estava macumbada. A PombaGira da Creuza já tinha se retirado e agora ela tinha encosto de algum exu maligno que nos trabalhos ao invés de charuto e perfume, galinha preta e farofa, esse exu pede cds do Amado Batista, coisas de pelúcia e afins. (Nota da Escritora: Conheci uma menina que demorou anos pra se livrar desse exu, teve que tomar muito banho de sal grosso).

Por um acaso do destino, esse miserento, a Creuza tornou a encontrar o Wanderley. Mas a nossa creuza apesar de macumbada ela é orgulhosa. Muito. O Wanderley não tinha mandado um scrap, nada, a Creuza só soube que o Wanderley estaria entre os seus amigos quando chegou. Os olhinhos da Creuza brilharam. Quase ela fala um "que milagre o senhor por aqui... não quer entrar e tomar uma xícara de café?" Mas a Creuza, apesar de meio bocó, meio bêbada teve bom senso. Pelo menos até essa parte. Então a Creuza olhou para o tímido Wanderley. Que de tímido tinha nada. E lembrou da última e da penúltima vez que haviam se encontrado. Que não tinha recebido um convite nesse meio tempo. Então a nossa Creuza, pobre Creuza do intestino injustiçado ficou pensativa. A Creuza sempre teve uma queda por cabeludos, mas nesse dia ela realmente tava pouco se importando com isso. O exu do caboco monogâmico tava encarnado, e ela a nossa Creuza que já tinha se sentido muito sozinha e deslocada na vida chamou um cabeludo solitário pra sentar na mesa e acompanha-los na palestra (essa que vos escreve também sabe falar bonito, tá meu beim?) animada. O pobre andarilho depois de fazer um coo doce básico se sentou ao lado da nossa Creuza. Creuza tentou se interessar, não como homem, mas não queria deixa-lo deslocado. A nossa Creuza teve uma educação rígida, e sempre soube ser uma boa anfitriã quando necessário. A partir daí a nossa Creuza entrou em parafuso. O andarilho cabeludo foi embora, e eles continuaram conversando. O Wanderley que não era tímido nem nada nem tchuns pra Creuza. Será que teria sido pela atenção dada ao Cabelocabileracabeludadescabelada? Oras, ele simplesmente não queria. Ou teria pego o contato da nossa Creuza, não? Teria chamado a Creuza pra sair. Até o andarilho cabeludo tinha pedido o telefone da Creuza. Mas a Creuza continuava sendo uma bocó. Depois de mais de 72 horas consecutivas sem botar uma alface na boca, a nossa dietética Creuza estava pra lá de Marrakesh. Todo mundo estava, mas uma pessoa acompanhava a Creuza em seu porre homérico. Eustáquio Euclides, primo do Wanderley, o ex tímido, e como é genético, o Eustáquio Euclides, o assanhado, num acesso de pederastia pediu que a Creuza passasse gloss na boca dele. Oras. Creuza viu a Hebe a sua infância inteira. Se aquela senhoura pode ser pra frentex e dar selinho na galere toda, porque a Creuza não podia? Creuza deu-lhe uma bitoca cheia de gloss e mais uma vez entrou em parafuso. Devia ter feito isso? Não devia? Pobre Creuza, estava num dilema quase shakesperiano. Fez-se então uma situação constrangedora digna de um livro de Nelson Rodrigues. A nossa pobre Creuza, que adoooora o Eustáquio Euclides, o assanhado, olhou uma última vez para o Wanderley, aquele que de tímido não tem nada e cedeu aos encantos etílicos do Eustáquio Euclides, que tinha pedido o msn dela, sentava-se ao seu lado sempre, e já tinha até encoxado a pobre Creuza pra demarcar território em outra ocasião. Coisa que Wanderley nunca tinha feito. A nossa alcóolica Creuza se jogou, sem arrependimento e se divertiu horrores, até que o Wanderley, o não-tímido disse algo que a encafifou. Pronto. Creuza entrou em parafuso. Jamais abandonaria Eustáquio Euclides nem que o Wanderley a convidasse pra fugir pro México. Creuza, a bocó, tinha poucos escrúpulos, e um deles era a monogamia efêmera, pelo menos enquanto não passasse 48 horas ela seria somente do Eustáquio Euclides. E foi assim. Ela por dias se perguntou se tinha feito a coisa certa, a nossa pobre Creuza, ainda se preocupava com os sentimentos do ex tímido Wanderley. Então Creuza viu o Wanderley às voltas com a sua amiga Leidiane. Leidiane, a lindíssima Leidiane. A partir daí tudo corre bem, até a nossa Creuza descobrir que hoje a Leidiane vai sair com o Wanderley. Porque ele simplesmente pegou o telefone, twitter, orkut, endereço da caixa postal da Leidiane, a lindíssima.

Então a nossa Creuza esboça um sorriso triste. Mesmo depois de ler algo que não a agradava (a emputeceu, pra falar a verdade, a pobre Creuza virou o cocô do cavalo do bandido na versão do Wanderley, a vítima) em algum comentário internético do Wanderley, ela ainda se sentia mal. Ainda restava o pingo da pulga do "e se" na pobre Creuza. Mas ela havia se livrado da culpa. De qualquer sentimento que restasse pelo Wanderley. Até de um pouco de alguns sentimentos seus que nada tinham a ver com o Wanderley, tipo um pedaço da sua auto-estima. E a nossa Creuza lembrou do trecho de uma música do Otto que dizia "Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança... Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói." Doeu. Ah se doeu. Mas passa. Cachaça é melhor que xilocaína pros sentimentos da pobre Creuza, a bocó. E amanhã junto com a cuba libre ela vomitará tudo o que insistiu em restar do Wanderley.

Creuza se libertou do seu encosto do caboco do Amado Batista. E peço que todas tomem cuidado, pois o exu tá a solta procurando alguma pobre pra encostar. Não necessariamente com o Wanderley, a vítima, mas pode ser o Washington, o conquistador barato, Wellyngton, o safardana, Wanderson, o calhorda, Willyam, o escroque ou qualquer um.



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Paixonite aguda tem cura?



Sempre que eu tô ovulando eu tenho esse problema. Me apaixono loucamente. Ok mentira, é só coo doce pra fingir que as pessoas não são especiais (e na maioria das vezes não são, meus hormônios e 5 cervejas que as tornam assim). Eu também não me apaixono uma vez por mês. No máximo por um scarpin que na maioria das vezes não me cabe. Minhas paixões sempre são platônicas, seja por sapatos ou por pessoas. Mas como já disse aqui, tinha tempo que não sentia friozinho na barriga. Parece ótimo não é? Não amica, cata uma bolsa de gelo, põe nesse bucho e sossega, porque se apaixonar definitivamente não é mais divertido como era há 5 ou 10 anos atrás.

Você espera que os comportamentos tenham mudado, sabe, tipo quando as pessoas envelhecem, amadurecem, evoluem. A gente só esquece que quando se apaixona volta a ser uma criança de 12 anos. Não que você compre um relógio da shoosha, um cd da shoosha só para baixinhos e dance loucamente bumbum como é bom ser lelé. A gente dança outras coisas, compra outros acessórios pra se embelezar e um cd do Ivanilson pra pensar no bofe. É tudo meio mascarado, mas no fim é tudo a mesma merda.

E aí você esquece de tudo que aprendeu, apanhou, bateu, daquele chifre que você levou em 98, que seu signo mandou você ficar longe do sexo oposto esse mês, que você tem milhões de coisas pra fazer e pára a sua vida. Pra ouvir o Ivanilson e fantasiar coisas que provavelmente nunca rolarão. Ivanilson, valeu pelo cd, mas a música 2 veio cagada tá? Tudo bem que foi 5 conto, mas porra Ivanilson.

E aí amigan, fodeu. Você começa a tentar prever reações, sendo que as suas são totalmente descontextualizadas. Você vira o menino chato que gruda o chiclete no cabelo da menina na terceira série pra causar algum impacto. Alguma reação, qualquer coisa que tire desse agonia bizarra que nego chama de paixonite aguda. Eu particularmente chamaria de estado patético catatônico, ou de retrocesso ou de algum palavrão bem chulo. Porque é algo que realmente me incomoda. Detesto perder o controle. Eu realmente não presto nesses estados.

Quando você tem 12 anos, quem liga, depois seus peitos crescem e você arruma outro. Não que não vá arrumar outro, ou por silicone, mas sou uma mulher mimada, e encasquetei com aquele. Quando você é mais nova você deita no quarto, põe backstreetboys no talo (deixa eu ser velha em paz?) e shora no seu travesseiro de coração de pelúcia cheio de ácaros. Depois você retoma o controle e parece que no dia seguinte passou Muita alergia e menos bobice de garota apaixonada. Mas quando você cresce e começa a beber as coisas tomam proporções catastróficas.

Você oscila entre o auge do amor próprio, finge que é super bem resolvida e nem liga pra nada, depois se toca que tá fazendo merda e quieta, mas aí percebe que é tarde demais e né? o que é um peido pra quem tá cagado. Aí você vai lá e caga no maiô de vez.

Mas isso tem cura gactan. Um novo porre, algumas pitadas de decepção, um pingo de auto-estima e voalá, você começa a desencanar. Você percebe que o bofe nem é isso tudo (ou pelo menos tenta acreditar nisso). Que parte do encanto se desfez, se não todo e o que sobra é só teimosia e um restinho de curiosidade de saber onde isso ia dar. Ou não. Ou você percebe que ele é feio, chato, bobo, cafajeste e mesmo assim acha que seria legal dar a cara a tapa. Tem doido pra tudo não é mermo minha gente? Péra que vou voltar o cd do Ivanilson.

Definitivamente o Ivanilson não tá me ajudando muito. Vamo de Madonna?

keep on waiting, anticipating

But I can't wait forever
....
I don't wanna keep the bright flame
Of your ego going
So I'll just stop blowin' in the wind

Pronto, sou gente de novo. Onde paramos?

Ah gente não fode, quando vamos parar de brincar de pique esconde emocional?

Eu tô a fim de parar agora, e você?

1,2,3 salve todos. Pronto, ofereço minha vida amorosa em sacrifício se for pra parar com essa merda. Tipo um G-zuz Christ do MADA com um casaco de zebra ao invés daquela túnica bege e meio caidinha.

É muita pressão e é bem chato. E eu sempre cago no maiô quando não sei o que esperar. E não sou adepta do scat. achei 1 cup 2 girls bem nojento pra dizer a verdade.

E agora José?

Vou voltar pro Ivanilson e pra minha contemplação abismada do circo que é o flerte no século XXI.

Kisses bich. No pâncreas, mandaria um no coração porque tô legal hoje, mas não sei se as pessoas tem um desses.




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Para minhas bitches, com amor.

Eu, Ju, May e Angel muito felizes e contentes

Esse post é direcionado. Caso tenha vindo aqui ler amarguras de vida amorosa, reclamações de bofes ou qualquer outra coisa, nem perca o tempo lendo. Esse post é pros meus três mosqueteiros, totalmente direcionado. Caso você queira um post desses pra você também, favor mandar fotos nuas de corpo inteiro para camila.beauvoir@hotmail.com

Eu devia fazer um post pra cada. Eu devia fazer 10 posts pra cadas porque juro que tenho conteúdo pra isso. Mas só tenho cerveja pra mais um post. Então please bitches entendam que a pessoa humana precisa de inspiração (cerveja).

A internet é uma gynsu de dois gumes. Você pode usar para o bem ou para o mal. Não que eu repasse power point de crianças fofas, correntes de Santa Edwiges, nem paisagens estonteantes com mensagens bíblicas. Também não sou a Madre Teresa da inclusão digital. Eu xingo, eu gongo, eu falo mal de você provavelmente. Mas das minhas bitches jamé. Eu diria que fiz uns 500 inimigos na internet. E que existem lugares que não posso pisar ou volto pra casa mais roxa que coo de beesha que não usa Clariderm. Mas eu conheci algumas pessoas fodas. Que tão sempre ali, me pondo pra cima, me chamando de biscate, me influenciando a beber, a fumar, a comer que nem uma porca, a abandonar a igreja e a fazer sexo casual. Tudo muito são, muito lindo, muito dideus. São meus amigos, minha gang, meu telletubbies. Eu sou o Tink Wink porque roxo me cai bem. Vocês se virem pra saber quem é qual.

Uma delas já me mandou ir pro inferno, me chamou de infantil, mas eu sentia lá no fundo que eu tinha que amar. Talvez eu já previsse que ela tinha a maior bunda de SP. Meu amor não era a toa. E eu realmente cobiço muito aquela bunda. Aquele corpo todo. E além de gostosa ainda tem as manhas de ser a pessoa mais escrota (no bom setido) que conheço. Apesar de cheirar tinner e fumar crack eu amo muito. Nada que uma rehab não resolva. E ainda sobreviveu a 27 tesouradas do Guilherme de Pádua. É pra Canonizar ou não é? O outro calça 46. Auto-explicativo. E ainda é muito devasso apesar da cara de santo. Me identifico muito, só tô tentando aprender a cara de santa pra ser INGOAL. Ele toma rivotril gotas como eu tomo adoçante. E fica vivão pra ler pencas, estudar horrores e ser ryco e cult. Se não fosse casado juro que pedia em casamento, casava em las vegas e depois ia pro méxico viver de tequila, burritos e zeguizo zelvagem. E a outra? Ahhhhh ela é foda. Ela sobreviveu a modernidade, aderiu a ela, abandonou a tribo em que vivia onde era curandeira e receitava merla pra conjutivite e hoje em dia tem uma lan house, mas não abandonou suas raízes, em cima de cada monitor tem um cocar e um cachimbo da paz. A polícia jura que é pra fumar cracko. Ignorantes, isso é TRADIÇÃO MANO. E eu apesar de candanga, não tenho a menor vontade de por fogo nela (sorry Galdino, nem fui eu).

Eu não sei o que seria das minhas tardes sem minhas vadias. Acho que eu ia estudar trabalhar e ter um futuro promissor. Ou talvez eu só bebesse sozinha jogando Age of Empires e dormisse bêbada 8 da noite e me enforcasse na manhã seguinte. Ou talvez eu fosse pro grupo jovem da igreja e fizesse amizades que prestem. Mas assim, não ia ter um pingo de graça. Eu realmente preciso das minhas biscates, seja o bofescândalo com uma neca maior que a do promotor da Elisa ou a vadjeea com uma bunda com gravidade própria que atrai pequenos objetos como satélites ou até mesmo da bitch que paga 100zão pro guarda não levar ela presa porque ela tem fetiches estranhos com o banco de trás do carro alheio.

Por essas pessoas eu penhoraria o meu brinco de ouro, dava o coo pro pobre Kill parar de perseguir a pobre, venderia todos os corsets de bitch, meus livros psicóticos e minha mãe pra ir pra SC só pra tomar um vinho chileno e ver nego bêbado.

Seis horas é uma hora feliz pra quase todo mundo. Pra mim é triste. Cada uma das minhas quengas vão dar pros seus respectivos maridos, e o bofe vai dar assistência pra mulier e deixar a pobre mancando nos próximos três dias, que virariam uma semana se não fosse o KMED.

Parece que tudo fica mais vazio. A minha sorte é que essa hora já estou bêbada socializando até com o William Bonner, conto toda minha vida pra ele quando ele me dá boa noite. Conto que tem nada de bom, que meu fígado tá podre, que ele não devia ficar com a Fátima Bernardes, aquela podre, e depois desmaio babando na minha cama de solteiro porque vovó diz que mulher solteira que tem cama de casal é vagabunda. E de vagabunda basta a Fátima Bernardes. Se o Rogério Skylab diz que ela tem corrimento não sou eu que vou duvidar. E eu só durmo porque minhas vadias não tão comigo o tempo todo. Tenho síndrome de abstinência de todos. E eu prometo pra vocês que vou amar vocês forever e que vou matar todos, provavelmente de uma forma dolorosa mas de forma que o corpo de vocês se mantenha intacto, e aí vou empalhar vocês, colocar na minha sala e vamos ser felizes pra sempre. Todos juntos forever. Não é lecal?

Amo vocês bitches, empalhadas, pintudas, bundudas e pernudas. Angelfarma, Julynda e Mayanadson. Maynaus, Cró e Grilo. Tudo puta, mas tudo no meu corazón sufrido.

Dedico pra todos vocês.

Kisses bitches. Nas pernas da May, na bunda da Ju e o do Angel a gente conversa melhor depois onde vai ser. Até amanhã suas poota.

Luv.


PS: Esse é meu último post emo desse blog. Amanhã apaga-lo-ei sóbria depois de vomitar com o excesso de sentimentalismo e bavária.

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Encalhada na copa?

Queridas encalhadas bonitas por dentro e por fora.

Pra quem não conhece Gloria Kalil, ícone da etiqueta muderna, eis a solução pros seus problemas, pelo menos enquanto a copa durar. Titia Camila explica o que fazer e o que não fazer. A internet tá cheia desses tópicos de etiqueta na copa, e esse post é só mais um deles. Mas claro que o manual de etiqueta do Manual das Encalhadas é beeem mais eficaz.

Quando você tá em um bar vendo o jogo do Brasil você tem algumas opções. Entrar no chat UOL com o celular escondido debaixo de uma bandeira do Brasil. Tentar tocar essa música do Kenny G na vuvuzela, ou fazer a Vanusa na hora do Hino Nacional. Ou você pode simplesmente ver o jogo do Brasil. Por incrível que pareça é uma opção. Mas se você saiu piriguete e tá a fim de exercitar todo seu poder de sedução, se joga gactan, mas não sem aprender algumas regras básicas antes.

1- Vuvuzelas:

Como deixar de citar a maior estrela da copa? Mais que qualquer jogador coxudo. A vuvuzela tá todo dia no TT do twitter e na boca do povo, literalmente.

Coisas que podem ser feitas com a vuvuzela: Tocar desesperadamente cada vez que o Galvão Bueno falar alguma coisa. Bater com a vuvuzela na piriguete que tá azarando o seu escolhido. Tocar quando for gol do brasil. Só do Brasil.

Coisas que não devem ser feitas com a vuvuzela: Pegar emprestada a vuvuzela daquele cara cheio das herpes bucal. Tocar com os lábios vaginais. Você não está na Tailândia amica. Gente que fuma e arremessa bolinhas de ping pong com o xibiu só é bonito praquelas bandas. Berrar com a corneta maldita no ouvido do bofe pra ver se ele te nota. O homem vai ficar sem tímpano, e você sem cobertor de orelha. Soprar notas aleatórias e JURAR de pé junto que tava tocando uma música da Britney. Ou dó ré mi fá. Ou qualquer coisa que teoricamente tem uma melodia. Inventar uma versão de "Na boquinha da garrafa" sensualizando em cima da vuvuzela. A prima da amiga da vizinha do meu amigo toda vez que peida faz "fuéeeeeeen".

2- Bandeira do Brasil

Coisas que podem ser feitas com a bandeira do Brasil: Balançar sempre que o Brasil fizer um gol. Colocar no vidro do seu carro e mudar a cada 3 dias porque o vento acaba com a bendita. Colocar na sua janela, porque além de tapar o sol se você sofre que nem eu e mora no poente e não acha um diabo duma cortina que combine com a sua decoração, ainda fica antenada.

Coisas que não devem ser feitas com a bandeira do Brasil: Fazer uma tanga improvisada e sair sambando jurando que tá na Sapucaí. Fazer de guardanapo. Usar pra tirar poeira no fim da copa (até porque o pano não colabora). Fazer bicos de crochê e cobrir a TV. Na verdade nunca use nenhum paninho pra cobrir a TV. É tipo pinguim de geladeira. Sério.

3- E finalmente mas não menos importante: Como chegar no bofe.

Coisas que podem ser feitas para abordar o bofescândalo: Primeiro gol do Brasil se joga, abraça, amassa, faz a efusiva patriota. E ponha a culpa no sentimento comum que une todos os brasileiros a cada 4 anos. Garra naquele braço musculoso (ou não, pode ser franzino, vai do gosto né?) cada vez que o time adversário chegar perto do gol, tipo filme de terror, sacoé?

Coisas que não devem ser feitas para abordar o bofescândalo: Não é a eleição, não vá abraçar o bofe gritando MARINA SILVA EÔ. No intervalo, só no intervalo, faça comentários, nada muito profundo tipo "se o robinho tivesse jogado num ângulo de 3 graus a menos seria gol, muito triste isso com a fome na áfrica e a situação da AIDS nos países de terceiro mundo, além do mais lá as crianças passam fome, quem fez esse campo ganhou $0,20 cents por hora. é como discutir relação pós sexo. Eles só ouvem tipo o telefone do Snoopy. MUOMUOUMUOMUOUMO. Não tente trocar de camisa com ele no fim do jogo como os jogadores, vamos lembrar que você provavelmente tem peitos. Não ia ser legal se você tivesse com aquele sutiã bege. Nem com aquele vermelho que você comprou semana passada por impulso consumista. Ele vai achar que você tá torcendo, sei lá, pra Dinamarca.

Poha Camila que tanto de coisa. Pois é gacta tá achando que é fácil? É, nem é. Se você quiser um pouco menos de trabalho frequente festa junina que você pode ser banguela, usar vestido de chita e se o bofe não for o que parece ou você se enxe de quentão e encara com fé ou você queima ele na fogueira.

Lembrando que esse é o post de uma pessoa bêbada que acabou de chegar do show do Alceu Valença, então releve erros de português, concordância, enfim, releva pela pobre bêbada que podia tá matando, podia tá roubando mas tá aqui postando.

Beijos no pâncreas

@MadameTPM

Post feito especialmente para o Manual das Encalhadas



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Recado

May, Ju, Créu, Rafa e demais pessoas peço que pulem esse post. Particular, sacumé?

Desde pequenos todos temos um manual a seguir. Clichê até, meninos brincam de bola, meninas de boneca. Eu por exemplo quase viro lésbica por maioria de votos porque curtia muito brincar de carrinho. E se engana quem acha que isso muda com o tempo. Não que você precise seguir tudo a risca, já que vovó me mandou não beber manga com leite e manter meus joelhos fechados, além de nunca doar sangue porque ela jura de pé junto que sou Testemunha de Jeová. Te contar vovó? Tenho fortes tendências atéias e humanistas, dôo sangue (pelo menos enquanto a dieta do leite não faz efeito e permaneço na casa dos 50 ou mais kg), amo vitamina de manga e meu joelho esquerdo não vai muito com a cara do direito. Não que eu abra as pernas sem critérios, mas que incomoda páca na hora de ir ao banheiro ou vestir uma calça, ah isso incomoda.

Aí você cresce. Larga a boneca e garra na primeira "Capricho" ou "Toda Teen" que você vê na frente. E dá-lhe instruções. Coisas do tipo:

- Olhe para o gatcheenho durante 20 segundos, desvie o olhar pra não fazer a fêmea no cio, conte até 12976564 e em seguida olhe discretamente por 7,43 segundos e depois lamba delicadamente os lábios, mas não tire o gloss, aquele mesmo que faz com que pareça que você comeu um frango frito".

E aí você cresce, e vem a Marie Claire, a Nova e mais uma penca de revistas femininas pra você conquistar seu sapo encantado.

Aí você, leitora que acha que chique é ser inteligente (dinheiro do merchandising na minha conta please) acha que a paquera evoluiu e se coloca toda na vibe femme fatale, compra o unguento que aquela tia jurou que atrairia o macho dos seus sonhos e vai linda colocar em prática tudo que aprendeu na revista. Ebó feito, depilação em dia, e toda aquela coisa que você aprendeu assistindo todas as temporadas de Sex and the City. Vai toda cocota de meia arrastão e muita efusividade.

Aí um dia você conhece um bofe. E se pega apaixonada por ele. Depois de 2 anos de total apatia sentimental. E morre de vontade de perguntar o pai de santo que ele frequenta, porque como assim você se apaixonou por ele a segunda vista? E um dia você descobre que ele não frequenta o terreiro. Que ele não é adepto do Zé Pilintra e que nem sua Pomba Gira vai com a cara dele. Mas porque, meu Deus? Porque ele usou aquela tática, de quando você tinha 14 anos, lembra? E ele (pelo visto) simplesmente te subestima. Aparentemente é tão infantil que soa encantador. E você cai. E quando você percebe tá jogando ele no meio da pista falando que vocês não vão mais se ver, por pura insegurança sua óbvio, mas você finge que não é. É porque sabe que ele não vai pedir seu telefone. Seu MSN. Twitter. Facebook. Endereço pra mandar sinais de fumaça ou um pombo correio. Tática masculina ou desinteresse?

Bem baby, eu li revistas femininas demais na minha vida pra acreditar que seria um joguete. Na minha concepção homens são lógicos, muito mais que nós, o que invejo horrores. E pra mim falta de interesse é triste, frequento o psiquiatra/psicólogo há 2 anos pra achar minha auto estima. Não me entra na cabeça. Pra mim soa puro desinteresse. Que se há de fazer? Acender vela pra Santo Antônio está fora de cogitação, pois como já disse sou quase atéia. O que resta é desabafar no twitter e queimar todas as minhas possibilidades de um possível affair porque eu simplesmente assumi que tava enfeitiçada por um sapo encantado. Perdi 8 followers nessa. E bati na tecla again. E again. Mulher é bicho burro né?

Pois é. E devo parar por aqui, todo bêbado é prolixo e toda mulher fala demais. Junta os dois dá nisso.

Mas antes de mais nada queria lembrar que existem outras táticas, que nem sempre brincar com o ego feminino é um bom jogo, consequencias desastrosas. Cerveja na cabeça da pessoa humana e porrada na Maria são as coisas mais leves que consigo me lembrar agora. Não necessariamente por esse motivo (apesar de extremamente ciumenta, taí uma coisa que eu não xaropo, nem por esse motivo nem nessa ocasiãoporque tenho 1,52 de altura e um soco meu faria a Maria rir da minha cara.)

Mas talvez se nego tivesse pedido pelo menos o meu twitter leria vergonhas alheias como:

twittada 1

e outras tantas postagens constrangedoras, algumas apagadas, outras não...

Jamais repita que cobiça algo que você não se importa. Não li só marie Claire na vida. Li Nelson Rodrigues demais e um certo blog, que é o suficente pra entender que se fosse do interesse de ambos os lados as coisas seriam bem diferentes.

Também aprendi lições hoje. Uma delas é que a rodoviária é o melhor lugar pra reencontrar amigos vagabundos. Outra é que passivo com passivo bate bunda. Qualquer veeado sabe disso, mas sacomé, nao tenho um pinto e só aprendo apanhando.

A propósito hoje apanhei mais que a pobre Maria, tem Maria da Penha pra isso? Onde dou queixa?

Agora já não sei se me despeço com Reginaldo Rossi ou Wander Wildner. Seja lá como for fico feliz de vc não ser um anão.

Acho que "eu sou quase um alcóolatra" cairia muito bem, mas passei do "quase" aos 18 e acho que nem rolou essa no show.

Kisses bitch


C.

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Envega

Sua envega fas a minia fama ok? rsrsrss mim shoopa


Quem nunca ouviu que mulher morre, se corrói de inveja do pinto? E tá aí o google que não me deixa mentir.

Aproximadamente 91.500 resultados (0,40 segundos) para "inveja do pênis".

Freud descreve momentos e situações onde a inveja do pênis aparece. Freud apesar de obsoleto não está errado. Eu morro de inveja do falo. Queria muito ter um. Não que eu seja lésbica, se fosse não precisaria de um pênis. No máximo de uma cinta-caralha. Entenda eu não preciso de um pênis. Eu só queria um. Talvez assim eu entendesse algumas coisas.

Ain amican, vai falar que você nunca quis passar uma tarde inteira com aquela cara satisfeitíssima só por estar coçando o saco (pois é, eu queria o pacote completo). Ou entender porque seu bofe empurra a sua cabeça com força pra baixo fazendo o famigerado espremedor de laranja? Pois é gacta, no caso a laranja é a sua cabeça. Nunca mais olhei pra expressão chamada "metade da sua laranja" com os mesmos olhos, porque eu sei qual metade eu sou. A espremida. Talvez se eu tivesse um pinto por um dia eu até fosse mais compreensiva e entenderia qual a dificuldade de mirar naquele buracão enooorme do vaso, talvez eu também despertasse uma certa antipatia pelo assento e pela tampa do mesmo. Também ia esquecer a utilidade do KY, e xingar aquele bando de porco capitalista que fez essa merda caríssima sendo que eu posso lascar cuspe nas coisas alheias.

Talvez eu sacasse onde a ereção atrapalha no meu processo evolutivo, na minha maturidade e na minha capacidade de discernimento. Eu ia entender porque nego parece um homem das cavernas babando num pedaço de carne quando vê, sei lá, a Rita Cadilac rebolando, ou a Zulmira, a empregada da vizinha que tem cheiro de Nielly Gold mas uma bunda enorme.


Mim gosta Zulmira


Muita inveja do pênis. Muita vontade de entender isso tudo, de sentir todas essas coisas alucinantes que só uma coçada no saco ou uma relada num ônibus cheio proporcionam, uma vibe meio "Dama do lotação", mané atingir o Nirvana ou tomar chá de cogumelo. Negoço mermo é comer a Zulmira e coçar o saco.

Vai falar que você, mulher não morre de inveja? Não queria muito ser assim e ser feliz forever?





Not.

Zulmira, nada contra você tá?


Tá. Sua inveja é a a velocidade do meu sucesso









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All the single ladies

Now put your hands up

Sobrevivi ao dia dos namorados. Não sem algumas cicatrizes mas estou aqui firme e forte. Voticontá? Não é fácil. É muita pressão. Na TV me mandam comprar cuecas, carteiras, meias, toda a sorte de presentes úteis e inúteis pro seu bofe, aquele mesmo que você não tem. Mas isso foi ontem. Hoje eu sobrevivi. E com a minha bolsa com alguns dinheiros a mais graças ao fato de ser uma encalhada. Mas não sou só uma encalhada. Sou uma encalhada convicta.

Quando você é uma encalhada por forças das circustâncias é normal em maio já começar a pensar em um cobertor de orelha pro famigerado 12 de Junho. Bem, vou te contar um segredo. O dia 12 é só mais um dia. Como o dia do índio, da árvore ou do combate mundial ao joanete, que é uma doença terrível que assola 23% das mulheres que usam scarpins apertados.

Aproveitando o ensejo da copa na África, você sabia que foi o dia que Nelson Mandela foi condenado a prisão perpétua? Que é o aniversário do Bush, da Anne Frank e que além disso é o dia internacional do combate a exploração do trabalho infantil? Pois é, quem liga se crianças coreanas fizeram o seu presente, é o DIA DOS NAMORADOS MANO!!!

Antes que você me olhe com essa cara de "Sua mal comida do caramba", não benhê não sou mal comida. Maiores detalhes sobre a minha vida sexual enviar email com foto de corpo inteiro e uma boa justificativa.

Você, amiga encalhada, você não é uma mutante e nem vai ser chamada pra participar da novela da Record. Você não é uma aberração. E você se pergunta:

- God, o que eu fiz de errado? Fiz a simpatia de São Cipriano, dieta de South Beach, escova progressiva, luzes californianas, depilação brasileira e tô encalhada enquanto minha vizinha é mais feia que bater na mãe e tá casada, PORQUEEEEE SENHOR?

Gacta, eu não sei. E você provavelmente nunca vai saber. A única coisa que se sabe é que dá SIM pra ser feliz sem um bofe do lado. As pessoas são só complementos. É como macarrão, se tiver almôndega é legal, mas se não tiver você come do mesmo jeito. Nada que um queijo ralado e auto-estima não dêem um jeito. Às vezes fica até melhor.

A mídia tá cheia de encalhadas famosas, algumas felizes, outras nem tanto. Você pode ser a Bruxa do 71 e correr atrás do Seu Madruga forever por pura carência, ou pode fazer como várias solteiras lindas e bem resolvidíssimas, e juro que tenho tantos exemplos pra dar aqui que nem caberia. De Hebe Camargo (DIVA) a Panicats, passando por Shakira, Cameron Diaz e sem esquecer a nossa mais querida solteirona fictícia (baseada em fatos reais) Bridget Jones. E agora, o que você escolhe? Eu fiz a minha escolha. Antes só que mal acompanhada.

Ontem foi o dia dos namorados. Hoje volta a ser o meu dia. Encalhada (ou não) e feliz.

Beijos no pâncreas.

Post feito especialmente para o Manual das Encalhadas

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Apresentação prolixa e desnecessária

Pra quem não me conhece, muito prazer, Camila. Mas pode me chamar de Madame TPM. Ou de filha da puta, dependendo do que fiz pra você. Claro que vai ter um retorno e provavelmente vou chamar pencas de amigas que tomam activia pra cagar na sua porta, além de colocar o seu telefone no chat do uol, fazer uma assinatura da G magazine no seu nome e mandar pro endereço do seu trabalho além de passar 4 meses enviando pizzas que você não pediu. Sem paga-las, óbvio.

Eu não vim aqui pra contar o que eu comi no almoço. Ou pra falar o tanto que amo meu namorado imaginário Antenor. Não vou postar gatinhos cutes, tirinhas pseudo-feministas como Radical Chick e nem conselhos pra sua vida amorosa. Até porque não tenho uma. Todo o amor que sinto pelos meus bofes atuais é vomitado no dia seguinte junto com litros e litros de cerveja e pinga barata. Só volta no próximo porre. E agradeço por não terem estúdios de tatuagens perto de bares, ou eu seria uma página de agenda de adolescente, cheia de corações e nomes de gente que daqui a dois anos você não lembra quem é.

Mas eu nem sempre fui assim.

Quando eu ganhei a minha primeira barbie foi um dos dias mais felizes da minha vida. Ela era linda, tinha uma ferrari, puro loosho e sedução. Fomos felizes por anos. Ganhei outras barbies que eram só coadjuvantes, mas éramos todas amigas. Até que um dia eu ganhei um Ken de algum infeliz. Como é óbvio que as Barbies eram anoréxicas e não comiam, elas não tinham uma cozinha. Resolvi complementar minha coleção com acessórios do Ken. O Ken simplesmente não tem acessórios. Comprei a cozinha da Barbie mesmo, fazer o que...

E lá estava o Ken. Comendo na cozinha da Barbie, andando na ferrari dela, dormindo na cama dela, enfim o Ken não prestava simplesmente pra nada. Ele poderia ser um michê, mas ele é anatomicamente incorreto. O ken era só um pária desprovido de um pinto. E a partir daí desenvolvi a tal da misandria (não sabe o que é? googla bitch). Era uma criança com pavor de homens. Não porque as amiguinhas pressionavam, ou porque eles grudavam chiclete no meu cabelo. Porque eu vi que eles simplesmente não prestavam pra nada. Tudo puta.

Com a adolescência as coisas mudam. Virei feminazi, não mais misandrica, mas ainda assim radical, e só não queimava sutiãs em praça pública porque meus sutiãs eram caríssimos e seguravam meus peitos melhor que qualquer macho da vida.

Confesso que às vezes eu tinha umas vontades absurdas de lavar cuecas, mas tomava uma cerveja, fumava um cigarro e passava.

Um dia eu acordei num desses surtos de Amélia, tomei uma cerveja e não passou. Tomei 20, fumei 3 carteiras de cigarro, recorri ao meu último recurso - coçar meu saco invisível - e nada. Entrei em pânico. Dei dez reais pro garçom pra poder lavar a louça do boteco. Quando não tinha mais nada pra limpar, lavar ou servir fiquei histérica e fui expulsa do bar. Mas só fui embora com a promessa de que ele traria uma pilha de roupas dia seguinte pra eu lavar.

Quando consegui me acalmar resolvi analisar a letra da bendita Amélia. Porra, tanto encosto pra ter, fui ter logo esse...

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer

Oras, eu faço a dieta do leite 3 vezes por mês, não deve ser difícil.

Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade

Parece perfeito. Sem cocotagens no inverno e nada de dias entediantes comprando tailleurs que definitivamente não me favorecem.

Me conformei com meu estado de Amélia. Passei 1 ano, 5 meses e 8 dias com o encosto da bendita Amélia. 1 ano e 5 meses sem discutir relação, sem pegar DST, sem depenar frangos aos domingos com a (ex)sogra, sem chorar noites inteiras, parece perfeito, mas a abstinência é mega entediante... Acho que preferia ter o encosto da Geni, aquela da pedra (é crack não, seu nóia, pedra mesmo). Não que seja ruim. Amava minha vida de Amélia. Adorava cuidar das pessoas, mesmo que em 90% do tempo elas não percebessem que a comida não brota da panela e que o chão não é auto-limpante, e que eu fazia um puta esforço pra receber com um sorriso no rosto quando queria sair quebrando vassouras. No final valia a pena. Mas cansa. Todo mundo quer reconhecimento, e quando você não tem e após todo o seu esforço te criticam, ahhhh meu bem... aí tá pedindo. É o balde de sangue de porco da carrie a estranha no baile da formatura. Você treme... Você fica puta... Você surta.

Pois é baby, virei biscate. Há mais ou menos uma semana. E esse blog é pra comemorar isso. Comprei o "the best of Gaiola das Popozudas", desenterrei toda minha auto estima que estava embaixo da pilha de roupa pra lavar e tô na pista. Sem pegar ninguém porque só vim pra beber. Mas cansei de ser sexy é last week. Eu simplesmente cansei de ser Amélia.

Obrigada a todos os que contribuíram pra isso, de forma boa ou não. Não vou citar nomes porque tenho medo de ser injusta e esquecer alguém. Mas fica aqui o meu beijo especial pro bofe que chamarei carinhosamente de "Gota D'água".

Às vezes um coração vagabundo transforma alguém em uma vagabunda sem coração. E o ciclo se repete forever.

Kisses bitch. Até o nosso próximo porre.



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