Opa, linguiça? Pica pra dois.Edit feito no meio do post: esse post ficou muito maior do que eu imaginava, então se tiver com preguiça volta depois baby. Ou nem volta. Vamo ler piada do humortadela que é curto e bem melhor que ver uma mulher na tpm reclamando. Ou lê só até quando começar a estória, que é a parte grande da bagaça. Sei que tenho mandado pular pencas de posts, mas é que realmente tenho feito nada interessante, nenhum conselho que preste. Sempre são homenagens, reclamações ou vômitos verborréicos.
A decepção e o tempo curam tudo. Nesse caso só precisei de 30 mins e um telefonema E ó que nem foi pro bofe, porque né? Nem tenho o telefone dele.
Ok que fazer a Lorena Bobbitt é bem mais divertido. Na verdade ando pensando seriamente em assumir esse sobrenome. Muito mais legal que Beauvoir, que não cortou o pinto de ninguém. Ou usar o meu mesmo já que mamãe também não cortou o pinto do papai quando devia e eu sou a prova viva disso. A Loló (sou íntima, tá?) cortou a neca do cafuçu enquanto ele dormia. Hoje em dia ela é um ícone, tem uma ong que arrecada fundos pra mulheres maltratadas por machos (Oi gacta, me manda 50 dólares please?) e ele, que conseguiu ter o seu pênis reimplantado virou ator pornô como bom macho escroto oportunista. Não que todos sejam. Mas talvez eu arranque seu pinto fora sem querer, desde já peço desculpas caso você não mereça.
Peço que abstraiam toda a vibe sentimentalóide que me perseguiu nesses últimos dias. Acho que era TPM e excesso de Ivanilson. Voltei ao normal e sou a velha e boa (ou não) Camila de sempre.
Fiz N posts tentando me explicar, e serviram nem pra mim mesmo. O esquema é se jogar sem culpa. Esse papel de Madalena Arrependida nunca me caiu bem, não combina com meu esmalte vermelho.
Mas se explicar de que Camila? De nada. Larga de ser inxirido, caceta.
Agora mudando de assunto, eu vou contar uma estória fictícia totalmente baseada em fatos fictícios, e quero deixar claro que se alguém se identificar e quiser me processar eu vou pagar em suaves prestações de 5 reais mensais, não só porque estou falida mas porque simplesmente não acho que as pessoas valham mais que isso (tirando minhas bitches querydas). Se você tem estômago fraco, menos de 10 anos ou preguiça de ler, é hora de dar tchau. Beijos, volte sempre, prometo posts mais curtos e úteis.
Era uma vez uma mulher chamada Creuza. Creuza era uma bocó insegura. Mas era legalzinha, a pobre Creuza. Ela nunca se enquadrou em nenhum padrão estético de beleza, mas ela tinha lá seus dotes. Um dia a Creuza foi enxer a cara como de costume, porque a pobre Creuza bebe que nem um caminhoneiro louco. Aí a creuza conheceu o Wanderley. O Wanderley é um mimo. bonitinho, fragilzinho, fofinho. Creuza colocou todo seu instinto maternal pra fora e soltou um "owwwnnnnn". Como ninguém entendeu nada a Creuza fingiu que eram gases e ficou por isso mesmo. Pouco depois a Creuza largou dessa porra de instinto maternal e bêbada, soltou um "hummmm". Ninguém entendeu nada de novo e a Creuza novamente culpou o seu pobre intestino que tava ali quietinho. O intestino da Creuza é um injustiçado. Creuza e Wanderley se pegaram. A Creuza ouviu fogos, logo depois descobriu que era o seu estômago roncando, porque a nossa Creuza vive de dieta. Mas pelos 5 segundos que ela acreditou serem fogos foi mágico. Pobre Creuza, não sabe que do mágico pro trágico é um pulo.
Wanderley e Creuza se despediram. Sem trocar telefones nem nada. Quem pede telefone hoje em dia? Às favas com as convenções, talvez nunca mais se vissem. E a Creuza tocou a sua vida. Pouco tempo depois a Creuza reencontrou o Wanderley. Wanderley sentou do outro lado da mesa. A nossa Creuza achou que ele era tímido, ou que não tava a fim, e sinceramente a Creuza tava preocupada demais com a demora do conhaque que ela tinha pedido pra se importar com isso. A nossa Creuza tem amigos alcoviteiros. De repente quando ela olhou pro lado o tímido Wanderley estava ali sentado. E todos da mesa com cara de quem tinham feito caquinha. Creuza jogou todo o seu charme (leia: embebedou o tímido Wanderley). Creuza pegou o Wanderley again. E dessa vez a Creuza sentiu um friozinho na barriga. E não era o seu intestino injustiçado. Despediram-se novamente sem trocar números. Com bastante efusividade eu diria. Mas tinham amigos em comum, se veriam de novo. Creuza foi esticar com os amigos, podia ter pego outro bofescândalo mas achou melhor não. Na verdade nem cogitou essa hipótese. É Creuza, quem te viu quem te vê. A nossa pobre Creuza já estava macumbada. A PombaGira da Creuza já tinha se retirado e agora ela tinha encosto de algum exu maligno que nos trabalhos ao invés de charuto e perfume, galinha preta e farofa, esse exu pede cds do Amado Batista, coisas de pelúcia e afins. (Nota da Escritora: Conheci uma menina que demorou anos pra se livrar desse exu, teve que tomar muito banho de sal grosso).
Por um acaso do destino, esse miserento, a Creuza tornou a encontrar o Wanderley. Mas a nossa creuza apesar de macumbada ela é orgulhosa. Muito. O Wanderley não tinha mandado um scrap, nada, a Creuza só soube que o Wanderley estaria entre os seus amigos quando chegou. Os olhinhos da Creuza brilharam. Quase ela fala um "que milagre o senhor por aqui... não quer entrar e tomar uma xícara de café?" Mas a Creuza, apesar de meio bocó, meio bêbada teve bom senso. Pelo menos até essa parte. Então a Creuza olhou para o tímido Wanderley. Que de tímido tinha nada. E lembrou da última e da penúltima vez que haviam se encontrado. Que não tinha recebido um convite nesse meio tempo. Então a nossa Creuza, pobre Creuza do intestino injustiçado ficou pensativa. A Creuza sempre teve uma queda por cabeludos, mas nesse dia ela realmente tava pouco se importando com isso. O exu do caboco monogâmico tava encarnado, e ela a nossa Creuza que já tinha se sentido muito sozinha e deslocada na vida chamou um cabeludo solitário pra sentar na mesa e acompanha-los na palestra (essa que vos escreve também sabe falar bonito, tá meu beim?) animada. O pobre andarilho depois de fazer um coo doce básico se sentou ao lado da nossa Creuza. Creuza tentou se interessar, não como homem, mas não queria deixa-lo deslocado. A nossa Creuza teve uma educação rígida, e sempre soube ser uma boa anfitriã quando necessário. A partir daí a nossa Creuza entrou em parafuso. O andarilho cabeludo foi embora, e eles continuaram conversando. O Wanderley que não era tímido nem nada nem tchuns pra Creuza. Será que teria sido pela atenção dada ao Cabelocabileracabeludadescabelada? Oras, ele simplesmente não queria. Ou teria pego o contato da nossa Creuza, não? Teria chamado a Creuza pra sair. Até o andarilho cabeludo tinha pedido o telefone da Creuza. Mas a Creuza continuava sendo uma bocó. Depois de mais de 72 horas consecutivas sem botar uma alface na boca, a nossa dietética Creuza estava pra lá de Marrakesh. Todo mundo estava, mas uma pessoa acompanhava a Creuza em seu porre homérico. Eustáquio Euclides, primo do Wanderley, o ex tímido, e como é genético, o Eustáquio Euclides, o assanhado, num acesso de pederastia pediu que a Creuza passasse gloss na boca dele. Oras. Creuza viu a Hebe a sua infância inteira. Se aquela senhoura pode ser pra frentex e dar selinho na galere toda, porque a Creuza não podia? Creuza deu-lhe uma bitoca cheia de gloss e mais uma vez entrou em parafuso. Devia ter feito isso? Não devia? Pobre Creuza, estava num dilema quase shakesperiano. Fez-se então uma situação constrangedora digna de um livro de Nelson Rodrigues. A nossa pobre Creuza, que adoooora o Eustáquio Euclides, o assanhado, olhou uma última vez para o Wanderley, aquele que de tímido não tem nada e cedeu aos encantos etílicos do Eustáquio Euclides, que tinha pedido o msn dela, sentava-se ao seu lado sempre, e já tinha até encoxado a pobre Creuza pra demarcar território em outra ocasião. Coisa que Wanderley nunca tinha feito. A nossa alcóolica Creuza se jogou, sem arrependimento e se divertiu horrores, até que o Wanderley, o não-tímido disse algo que a encafifou. Pronto. Creuza entrou em parafuso. Jamais abandonaria Eustáquio Euclides nem que o Wanderley a convidasse pra fugir pro México. Creuza, a bocó, tinha poucos escrúpulos, e um deles era a monogamia efêmera, pelo menos enquanto não passasse 48 horas ela seria somente do Eustáquio Euclides. E foi assim. Ela por dias se perguntou se tinha feito a coisa certa, a nossa pobre Creuza, ainda se preocupava com os sentimentos do ex tímido Wanderley. Então Creuza viu o Wanderley às voltas com a sua amiga Leidiane. Leidiane, a lindíssima Leidiane. A partir daí tudo corre bem, até a nossa Creuza descobrir que hoje a Leidiane vai sair com o Wanderley. Porque ele simplesmente pegou o telefone, twitter, orkut, endereço da caixa postal da Leidiane, a lindíssima.
Então a nossa Creuza esboça um sorriso triste. Mesmo depois de ler algo que não a agradava (a emputeceu, pra falar a verdade, a pobre Creuza virou o cocô do cavalo do bandido na versão do Wanderley, a vítima) em algum comentário internético do Wanderley, ela ainda se sentia mal. Ainda restava o pingo da pulga do "e se" na pobre Creuza. Mas ela havia se livrado da culpa. De qualquer sentimento que restasse pelo Wanderley. Até de um pouco de alguns sentimentos seus que nada tinham a ver com o Wanderley, tipo um pedaço da sua auto-estima. E a nossa Creuza lembrou do trecho de uma música do Otto que dizia "Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança... Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói." Doeu. Ah se doeu. Mas passa. Cachaça é melhor que xilocaína pros sentimentos da pobre Creuza, a bocó. E amanhã junto com a cuba libre ela vomitará tudo o que insistiu em restar do Wanderley.
Creuza se libertou do seu encosto do caboco do Amado Batista. E peço que todas tomem cuidado, pois o exu tá a solta procurando alguma pobre pra encostar. Não necessariamente com o Wanderley, a vítima, mas pode ser o Washington, o conquistador barato, Wellyngton, o safardana, Wanderson, o calhorda, Willyam, o escroque ou qualquer um.