sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Mamae querida meu coração por ti bate como caroço de abacate



Cara, minha mãe é uma das pessoas mais burras que já vi na vida. Como todo bêbado entramos em assuntos polêmicos, dentre eles, burca, extirpação do clitoris, feminismo. Acho todos eles altamente discutíveis e sou contra quase todos.


Eu respeito culturas. Sei que deve ser bizarro usar um sapato apertado pra sempre e apertar o seu pé pra sempre e deixar ele deformado pra ser aceito. Mas chega um ponto da vida que você pode fazer escolhas.

Escolhas são a palavra chave da vida de qualquer um. Não faz sentido você querer ser sustentada pelo seu marido em um castelo, e continuar queimando sutiãs. Quer ser feminista? divida a conta e trabalhe... e arque com a consequência de você não ser uma mulher desejável ou casável pra algumas pessoas. Você usa burca e mora num castelo. Um preço e uma consequência. Quer ser a Carla Perez, botar a mão no joelho e dar uma abaixadinha remexendo gostoso balançando a bundinha? Então filha, vá pro Brasil e case com um axezeiro. Jamais exija um homem a moda antiga. Quer ser amélia e sustentada? Se submeta. Quer ser modernosa e fazer menage a trois com um negão? Trabalhe, se mantenha e tenha plena consciência de que você pode ficar o resto da vida sendo aloka bem resolvida de sex and the city e fazendo sexo casual forever. Não que você precise ser assim mas é um risco que se corre.


Eu tenho um moicano. Eu já apanhei muito por ideologias. De polícia todas as vezes, na maioria por defender quem não merecia. Fui assaltada e quase estuprada por um cara que já levei tapa na cara por defender. Toda luta exige que você abra mão. Toda transgressão envolve ceder. E quem não está disposto a isso não deveria lutar. Bando de covardes.

Eu vi mamãe me ensinando a ser feminista enquanto era sustentada por papai. Cômodo, não? Ela nega até a morte, mas com 19 anos, grávida e vendendo brincos hippies ninguem me convence que ela me pagava um colégio de 800 reais mensais (na época 4 salários mínimos) vendendo biju em boteco. Sorry mamys.

Eu sou a favor da libertação. Sou a favor da luta. Mas acho que você precisa lutar por isso. As vezes envolve abrir mão da sua família, convívio social e tantas outras coisas.

Eu tenho um moicano, eu tenho um visual, muitos piercings, alargadores e uma atitude. Eu pago um preço. Você paga o seu?

Jamais exigiria que andando de shortinho da bad boy nego me tratasse como se eu fosse a munita da burca, a de avental, aquela que cede sempre pra ter algo em troca.

Eu tenho o meu. E você, o que tem pra me dar? Foda-se eu não espero nada de você.

Querida mamae, só queria te falar que entendo a richtoffen. Kisses.

Eu sei que você lê isso aqui contando o dia que eu falaria de você. Inevitável. Não te odeio por isso. Só te acho cada dia mais contraditória e medíocre. Faça valer os seus direitos. Seja o que você diz ser. Lute pelo que você diz lutar. E um dia quem sabe você volte a ser o herói de alguém, pois não é o meu há algum tempo. Eu sinto muito, mas você é uma aproveitadora oportunista. Permaneça queimando sutiãs e exigindo gentilezas e permanecerei tendo vergonha de ter uma buceta. Com amor.


Camila.



I said I'm sorry mama
I never meant to hurt you
I never meant to make you cry
But tonight, I'm cleanin' out my closet

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

A saga da moribunda




Pra quem não sabe eu tenho muitos buracos. A maioria é pra enfeite. Tirando meu nariz que volta e meia escorre e só sente cheiro do que não presta (viu bofe? sou imune ao perfume de feromônio) é tudo enfeite, vide minha vida sexual de uns tempos pra cá. Eu perdi as contas de quantos piercings eu já fiz. mas já me furei mais de 50 vezes na vida. Os meus 12 das costas eu cultivava como filhos, além de ter doído como um parto custaram uma fortuna. Dava pra pagar uns 4 meses da creche "Cantinho Feliz". E os do mamilo? Ah esse era meu xodó. Quem liga pra silicone quando se tem piercing no mamilo?

Bem, eu era muito feliz com meus buracos, até pegar uma mastite fodida. Não sabe o que é mastite? Não precisa googlar chuchu, titia explica. Até porque se você jogar no google vai aparecer que é doença de quem tá amamentando, ou de vaca, é bem comum nas vacas. Bem, eu não tive filhos, e de vaca só tenho a índole, nada de carrapatos ou doenças bovinas. Sim, como eu falava, a mastite é um trem que dói. Que dói MUITO. Nasce um terceiro peito no seu peito. No começo achei super sexy, queria inclusive colocar um piercing no meu terceiro peito.

E meu terceiro peito cresceu mais rápido que os dois anteriores, tive que esperar anos e engordar arrobas pra aumentar os dois primeiros. Mas começou a doer. E jorrar pus. E então formou uma bolha, que estourou e nasceu um quarto micropeito no terceiro peito. Se com dois peitos eu abalava bangu magina com 4? Ia desencalhar em pouco tempo.

Mas o terceiro peito doía muito, no way dar uns amassos ou entrar pras "brasileirinhas", a menos que eu fizesse o papel da boneca inflável freak ou da frígida tetrateta, já que não conseguia me mexer de dor. E meu quarto peito estava com uma mancha preta (necrose) de 3 cm. Não combinava com o resto dos mamilos.

Eu fui mais vezes no hospital nessa semana do que em toda a minha vida. Hoje eu fui again, jurando que ia jogar todo o meu charme pro cirurgião e que ele ia me despir, me jogar na cama e me dar muita morfina.

Isso que dá ver muita novela. Você acha que a Dani Suzuki vai estar lá linda pelos corredores e o Mateus Solano vai te atender todo gentil. Talvez o House tivesse lá também, quem sabe. Pediria muito o telefone do Wilson. Ou da 13.

Fui encaminhada pra Ginecologia. Perguntei se era a Boliviana que da última vez olhou pro meu piercing do mamilo com a pior cara da vida. Os bolivianos deviam se resumir a tocar flauta e plantar cocaína. Ok nem todos, mas ela não tocava flauta e também não tocaria meus peitos jamé. Meu ultimo bofe teve que me embebedar muito pra pegar nos meus peitos. E não vi nenhuma garrafa de pinga por perto. Bem, não era a boliviana. Era uma mulher nova com o facebook aberto. Provavelmente fechou a colheita feliz na hora que entrei.

Me fez as perguntas de sempre. Se eu tava amamentando, se eu fumava (coisas que levam à mastite) só faltou perguntar se eu tinha certeza que não era uma vaca. Não aguentava mais responder, mamãe que me entende disse que eu tava com muita dor. Depois de dirigir um olhar pra minha mãe INGOAL o da boliviana pro meu mamilo, mandou mamãe deixar eu terminar. Mamãe se encolheu em posição fetal e continuamos a entrevista.

- "Tira a roupa e deita ali"

Acho que todo ginecologista devia ter tato, aula de boas maneiras, ou pelo menos colocar uma luz mais fraca quando falasse isso. Mas tava lá com aquela mulher na minha frente, que tinha mandado a minha mãe calar a boca me mandando tirar a roupa e não podia fazer nada... Tirei.

Vovó passou 11 anos tentando me convencer a tirar os piercings. Ela arrancou todos em 5 minutos. 2 no umbigo, os das costas, língua, nuca, mamilo, enquanto mamãe com a mão estendida esperava as bolinhas. Me deu um lençol pra morder e começou a sessão de tortura. Me deu uma injeção no peito nº4 que claro, não pegou, tava infeccionado, caceta.

Cortou meu 4º peito fora, disse que era tecido necrosado. Perguntei onde estava a morfina, o gás do riso, a anestesia geral. Não consegui ouvir a resposta. Eu só mordia o lençol e cantava tetê espíndola aos berros. "HOCE PFA MIM FOI UM FOOOOL FE UHA NHOITE FEM FIIIM". Mordia o lençol e tentava desesperadamente lembrar o resto da letra. Enquanto isso arrancavam meus peitos extras fora, talvez até o de fábrica. Pois é, tem gente que perde o peito com mastite. Não é drama, caralha se tiver coragem, clicaqui pra vc ver.

Eu não via nada, mas me sentia empapada de sangue e pus. Chamaram a faxina e outra médica com urgência. Pronto, morri. Morrer dói assim? Cadê a luz branca? Cadê meu tataravô no fim do túnel? Não morri, ainda não.

Me levaram pra um banheirinho e me mandaram tomar banho. Eu só via a pia, e um vaso com chuveirinho. Eu devia ter feito xixi no vaso e tomado banho com água morna, porque hipotermia era a ultima coisa que eu precisava. Bem, foi no chuveirinho mesmo.

O cheiro de doença, de infecção tinha se espalhado pelo quarto, cheiro péssimo, me senti podre por dentro. Ânsia de vômito só de lembrar. E eu que tinha caprichado no perfume caso precisasse ficar internada, adiantou nada. Todo mundo precisou colocar máscara. Só eu fiquei sem, como castigo por ter o pus tão fedido, eu acho. A faxineira saiu xingando. Prometeu fazer um supletivo.

Voltei pro leito deixando pra trás um rastro de sangue porque ninguém teve a decência de costurar o que ela não tinha arrancado do meu peito. E recomeçou a cutucação. Corta daqui, raspa dali, e dá-lhe Tetê. De repente ouvi algo sobre pressão e quando penso que não tavam enxendo meu peito de soro pra jorrar o que sobrava de pus. O cheiro ruim voltou, e eu já tava misturando tetê espíndola com atirei o pau no gato. O soro vinha com uma seringa de pressão pro resto de pus jorrar. E eu acho que não adiantou muito porque ouvi algo sobre "material vagabundo" e "Procon".

Horas e horas de tortura depois eu escuto "Acabou". Quase saí correndo nua cantando a música do Airton Senna. Mas ainda doía muito. Depois de ter o(s) meu(s) peitos entupidos de gase e enfaixados (eu ainda não sei se tenho peito direito ou se é tudo curativo) me vesti e recebi a notícia de que nunca tinham visto uma mastite assim em alguém tão nova, mesmo com o tanto de agravantes. Tenho mais duas semanas de exames e médicos que não se parecem com o cara da novela, uma provável internação pela frente, e um possível câncer.

E definitivamente tons pastéis não me favorecem, podiam inventar umas gases mais legais porque elas aparecem com qualquer blusa que eu coloque e não combinam com nada. Ah e eu tenho um balão enfiado no que sobrou do meu peito. Acho que o nome é dreno. E eu tô tipo aqueles amputados que sentem o que lhes falta. E nem é meu peito, são meus piercings. Volta e meia pego no da nuca pra coçar ou no das costas pra apertar, ou no do umbigo pra checar se não tá torto. Me sinto um veterano de guerra. Daqueles que senta na porta e conta todas as desgraças que viu. Pois é, tô aqui eu contando todas as minhas escatologias purulentas com uma mão só porque a outra tá inutilizada... dói pacaralho.

Bem, não tenho mais piercings, sou só mais uma na multidão agora, nunca mais vou ouvir "isso aí nas suas costas, dói? como você dorme?". Sinto falta, até de quando enganchava no sutiã. Agora não sei se coloco muito silicone 1 litro em cada peito, se penduro uma melancia no pescoço ou se tatuo "Eu votei no enéas" em verde fosforecente. Detesto parecer normal.

Beijos em todos, e obrigada pela preocupação de todo mundo. Fiz esse post pra não ter que contar a mesma história 90 vezes, juro que nao queria estragar o jantar de ninguém. Agora vou baixar tetê espíndola, porque amanhã vou trocar o curativo e o dreno, vai doer pacaralho e vou precisar ter o que cantar enquanto mordo algo.


Em algumas semanas voltamos à nossa pragramação normal.
















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quinta-feira, 24 de junho de 2010

O segundo dia do resto da minha vida

Eu sozinha, sem mais ninguém na fotoJustificar

Eu tenho muito talento pro drama. Não que o SBT esteja perdendo o melhor talento dos últimos anos e eu vá ser a próxima Pícara Sonhadora, mas sou extremamente dramática.

Qualquer pessoa normal em algum momento da sua vida bateu o pé e decidiu que aquele seria o primeiro dia do resto da sua vida. Como eu realmente não tenho vergonha na cara, eu tenho uns 10 primeiros dias da minha vida por mês, ontem eu decidi que seria o primeiro dia do resto da minha vida. De novo. Talvez eu seja a Drama Queen ou talvez as pessoas sejam medíocres demais pra se tornarem divisores de águas na minha vida.

Enfim, hoje é o segundo dia do resto da minha vida, parte 986478 e meio. No meu próximo porre (que provavelmente será amanhã) começo outro primeiro dia do resto da minha vida com resoluções totalmente diferentes, mas hoje (colocaria a data se soubesse que dia é hoje) é o segundo dia do resto da minha vida dessa semana. E isso pra mim é foda, é o equivalente a ganhar uma fichinha de um mês sóbrio do A.A. Alá de novo o talento pro drama. Nem vi passar até porque a Ju me obrigou a beber e estava anestesiada, mas mano SOBREVIVI, dá licença? Deixa eu ser foda sem mérito? Esse blog é meu e aqui eu sou foda com ou sem mérito. Grata.

Então, como eu dizia... Segundo dia do resto da minha vida. Acordei mamãe tem uns 15 mins pra comemorar, e depois de me mandar ir a merda ela me disse que depois de toda tempestade vem a bonança. Me mandou ir pra merda de novo e voltou a dormir. Eu depois de superar o "vai a merda" da mamãe com 3 rivotrils sentei aqui e pensei muito. Que bonito essa coisa de depois de toda tempestade vem a bonança né? Né não amica. Vide enchentes vida afora. É hora de você calcular prejuízos, tirar o seu salto 15 que você tinha colocado pra chuva não alcançar a sua canela, arregaçar as mangas e ir no Gugu pedir mobília nova. Quem foi o imbecil que disse que depois da tempestade tem a bonança? Tem não mona. Você não vai acordar um dia linda e vai surgir um arco íris e Iemanjá não vai te devolver tudo que o Tsunami levou, incluindo seu marido que foi levado pela correnteza (tá vendo? tudo tem um lado bom, agora vc tá na pista de novo gatan, sijoga).

Essa coisa da reconstrução sempre me deu preguiça. Seja em qualquer aspecto. Vovó fez uma reforma não tem muito tempo e tipo tivemos MUITOS problemas. O primeiro é a mão de obra cara. O segundo é o pedreiro não aceitar coo. O terceiro é o único pedreiro que aceita coo ser muito feio. Não que vovó dê o coo, mas a família resolveu ajudar e essa era a minha contribuição. Faz favor de parar de pensar no coo da minha avó. Brigada.

E na nossa vida pessoal não é muito diferente. A gente vai lá, constrói, nego derruba, a gente pinta, nego pixa, a gente conserta e um filho da puta estraga. E ninguem conserta por favores sexuais. Que te sobra? Areegaçar as mangas e ir à luta.

Pois tô nessas. Juntei meus caquinhos, tirei o pote de cola debaixo da cama que eu tava guardando pra cheirar numa ocasião especial e tô me remendando. Tô linda e toda trabalhada no mosaico. Acho digno ser toda cheia dos craquelês (já fiz trabalhos manuais tá?). Sinal de que você sobreviveu. Que aquele dia que você tava de porre na buatchy e chorou cantando "I will survive" nem era da boca pra fora. Já pode ir comer olho de cabra no "No limite" amica, porque você é uma sobrevivente. Acredite, já comi coisas piores. O Alfredo por exemplo. Sorry Alfredo, mas você é podre. Sem ressentimentos tá? Amigos?

Não faço a mínima idéia de como vai ser o terceiro dia do resto da minha vida. Provavelmente a tarde vou falar com minhas biscates querydas (oi May, oi Ju), zoar a namorada alheia (oi Richie), cobiçar o namorado alheio (oi Angel, brinks Carlota, me mata não) e depois nem me responsabilizo. Talvez seja de novo o primeiro dia do resto da minha vida. Talvez o último. Mas tô lá, mais cheia de remendo que o Marcelo, que tinha uma tatuagem do 2pac e umas 20 cicatrizes de facada (alguém me explica porque dei um fora naquele preto escândalo? Marcelo, call me bitch), e vamo que vamo.

Como diria alguém que nem lembro quem é "Amanhã de manhã vou servir um café pra nós dois". Brinks, nem era essa música. Mas não resisto a Roberto Carlos, fico TODA BABADA. Mas sim, como eu dizia...

Como diria Caetano (vamos deixar claro que detesto e tô ouvindo gangsta's paradise com cara de psicho):

Amanhã
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno, será pleno...

E sorry Caetano, mas se dessa vez você falar "Ou não" eu meio que te corto o pinto fora porque nem tô boua.

Beijos no pâncreas, bitch

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Eu não falei que tinha cura?

Opa, linguiça? Pica pra dois.

Edit feito no meio do post: esse post ficou muito maior do que eu imaginava, então se tiver com preguiça volta depois baby. Ou nem volta. Vamo ler piada do humortadela que é curto e bem melhor que ver uma mulher na tpm reclamando. Ou lê só até quando começar a estória, que é a parte grande da bagaça. Sei que tenho mandado pular pencas de posts, mas é que realmente tenho feito nada interessante, nenhum conselho que preste. Sempre são homenagens, reclamações ou vômitos verborréicos.

A decepção e o tempo curam tudo. Nesse caso só precisei de 30 mins e um telefonema E ó que nem foi pro bofe, porque né? Nem tenho o telefone dele.

Ok que fazer a Lorena Bobbitt é bem mais divertido. Na verdade ando pensando seriamente em assumir esse sobrenome. Muito mais legal que Beauvoir, que não cortou o pinto de ninguém. Ou usar o meu mesmo já que mamãe também não cortou o pinto do papai quando devia e eu sou a prova viva disso. A Loló (sou íntima, tá?) cortou a neca do cafuçu enquanto ele dormia. Hoje em dia ela é um ícone, tem uma ong que arrecada fundos pra mulheres maltratadas por machos (Oi gacta, me manda 50 dólares please?) e ele, que conseguiu ter o seu pênis reimplantado virou ator pornô como bom macho escroto oportunista. Não que todos sejam. Mas talvez eu arranque seu pinto fora sem querer, desde já peço desculpas caso você não mereça.

Peço que abstraiam toda a vibe sentimentalóide que me perseguiu nesses últimos dias. Acho que era TPM e excesso de Ivanilson. Voltei ao normal e sou a velha e boa (ou não) Camila de sempre.

Fiz N posts tentando me explicar, e serviram nem pra mim mesmo. O esquema é se jogar sem culpa. Esse papel de Madalena Arrependida nunca me caiu bem, não combina com meu esmalte vermelho.

Mas se explicar de que Camila? De nada. Larga de ser inxirido, caceta.

Agora mudando de assunto, eu vou contar uma estória fictícia totalmente baseada em fatos fictícios, e quero deixar claro que se alguém se identificar e quiser me processar eu vou pagar em suaves prestações de 5 reais mensais, não só porque estou falida mas porque simplesmente não acho que as pessoas valham mais que isso (tirando minhas bitches querydas). Se você tem estômago fraco, menos de 10 anos ou preguiça de ler, é hora de dar tchau. Beijos, volte sempre, prometo posts mais curtos e úteis.

Era uma vez uma mulher chamada Creuza. Creuza era uma bocó insegura. Mas era legalzinha, a pobre Creuza. Ela nunca se enquadrou em nenhum padrão estético de beleza, mas ela tinha lá seus dotes. Um dia a Creuza foi enxer a cara como de costume, porque a pobre Creuza bebe que nem um caminhoneiro louco. Aí a creuza conheceu o Wanderley. O Wanderley é um mimo. bonitinho, fragilzinho, fofinho. Creuza colocou todo seu instinto maternal pra fora e soltou um "owwwnnnnn". Como ninguém entendeu nada a Creuza fingiu que eram gases e ficou por isso mesmo. Pouco depois a Creuza largou dessa porra de instinto maternal e bêbada, soltou um "hummmm". Ninguém entendeu nada de novo e a Creuza novamente culpou o seu pobre intestino que tava ali quietinho. O intestino da Creuza é um injustiçado. Creuza e Wanderley se pegaram. A Creuza ouviu fogos, logo depois descobriu que era o seu estômago roncando, porque a nossa Creuza vive de dieta. Mas pelos 5 segundos que ela acreditou serem fogos foi mágico. Pobre Creuza, não sabe que do mágico pro trágico é um pulo.

Wanderley e Creuza se despediram. Sem trocar telefones nem nada. Quem pede telefone hoje em dia? Às favas com as convenções, talvez nunca mais se vissem. E a Creuza tocou a sua vida. Pouco tempo depois a Creuza reencontrou o Wanderley. Wanderley sentou do outro lado da mesa. A nossa Creuza achou que ele era tímido, ou que não tava a fim, e sinceramente a Creuza tava preocupada demais com a demora do conhaque que ela tinha pedido pra se importar com isso. A nossa Creuza tem amigos alcoviteiros. De repente quando ela olhou pro lado o tímido Wanderley estava ali sentado. E todos da mesa com cara de quem tinham feito caquinha. Creuza jogou todo o seu charme (leia: embebedou o tímido Wanderley). Creuza pegou o Wanderley again. E dessa vez a Creuza sentiu um friozinho na barriga. E não era o seu intestino injustiçado. Despediram-se novamente sem trocar números. Com bastante efusividade eu diria. Mas tinham amigos em comum, se veriam de novo. Creuza foi esticar com os amigos, podia ter pego outro bofescândalo mas achou melhor não. Na verdade nem cogitou essa hipótese. É Creuza, quem te viu quem te vê. A nossa pobre Creuza já estava macumbada. A PombaGira da Creuza já tinha se retirado e agora ela tinha encosto de algum exu maligno que nos trabalhos ao invés de charuto e perfume, galinha preta e farofa, esse exu pede cds do Amado Batista, coisas de pelúcia e afins. (Nota da Escritora: Conheci uma menina que demorou anos pra se livrar desse exu, teve que tomar muito banho de sal grosso).

Por um acaso do destino, esse miserento, a Creuza tornou a encontrar o Wanderley. Mas a nossa creuza apesar de macumbada ela é orgulhosa. Muito. O Wanderley não tinha mandado um scrap, nada, a Creuza só soube que o Wanderley estaria entre os seus amigos quando chegou. Os olhinhos da Creuza brilharam. Quase ela fala um "que milagre o senhor por aqui... não quer entrar e tomar uma xícara de café?" Mas a Creuza, apesar de meio bocó, meio bêbada teve bom senso. Pelo menos até essa parte. Então a Creuza olhou para o tímido Wanderley. Que de tímido tinha nada. E lembrou da última e da penúltima vez que haviam se encontrado. Que não tinha recebido um convite nesse meio tempo. Então a nossa Creuza, pobre Creuza do intestino injustiçado ficou pensativa. A Creuza sempre teve uma queda por cabeludos, mas nesse dia ela realmente tava pouco se importando com isso. O exu do caboco monogâmico tava encarnado, e ela a nossa Creuza que já tinha se sentido muito sozinha e deslocada na vida chamou um cabeludo solitário pra sentar na mesa e acompanha-los na palestra (essa que vos escreve também sabe falar bonito, tá meu beim?) animada. O pobre andarilho depois de fazer um coo doce básico se sentou ao lado da nossa Creuza. Creuza tentou se interessar, não como homem, mas não queria deixa-lo deslocado. A nossa Creuza teve uma educação rígida, e sempre soube ser uma boa anfitriã quando necessário. A partir daí a nossa Creuza entrou em parafuso. O andarilho cabeludo foi embora, e eles continuaram conversando. O Wanderley que não era tímido nem nada nem tchuns pra Creuza. Será que teria sido pela atenção dada ao Cabelocabileracabeludadescabelada? Oras, ele simplesmente não queria. Ou teria pego o contato da nossa Creuza, não? Teria chamado a Creuza pra sair. Até o andarilho cabeludo tinha pedido o telefone da Creuza. Mas a Creuza continuava sendo uma bocó. Depois de mais de 72 horas consecutivas sem botar uma alface na boca, a nossa dietética Creuza estava pra lá de Marrakesh. Todo mundo estava, mas uma pessoa acompanhava a Creuza em seu porre homérico. Eustáquio Euclides, primo do Wanderley, o ex tímido, e como é genético, o Eustáquio Euclides, o assanhado, num acesso de pederastia pediu que a Creuza passasse gloss na boca dele. Oras. Creuza viu a Hebe a sua infância inteira. Se aquela senhoura pode ser pra frentex e dar selinho na galere toda, porque a Creuza não podia? Creuza deu-lhe uma bitoca cheia de gloss e mais uma vez entrou em parafuso. Devia ter feito isso? Não devia? Pobre Creuza, estava num dilema quase shakesperiano. Fez-se então uma situação constrangedora digna de um livro de Nelson Rodrigues. A nossa pobre Creuza, que adoooora o Eustáquio Euclides, o assanhado, olhou uma última vez para o Wanderley, aquele que de tímido não tem nada e cedeu aos encantos etílicos do Eustáquio Euclides, que tinha pedido o msn dela, sentava-se ao seu lado sempre, e já tinha até encoxado a pobre Creuza pra demarcar território em outra ocasião. Coisa que Wanderley nunca tinha feito. A nossa alcóolica Creuza se jogou, sem arrependimento e se divertiu horrores, até que o Wanderley, o não-tímido disse algo que a encafifou. Pronto. Creuza entrou em parafuso. Jamais abandonaria Eustáquio Euclides nem que o Wanderley a convidasse pra fugir pro México. Creuza, a bocó, tinha poucos escrúpulos, e um deles era a monogamia efêmera, pelo menos enquanto não passasse 48 horas ela seria somente do Eustáquio Euclides. E foi assim. Ela por dias se perguntou se tinha feito a coisa certa, a nossa pobre Creuza, ainda se preocupava com os sentimentos do ex tímido Wanderley. Então Creuza viu o Wanderley às voltas com a sua amiga Leidiane. Leidiane, a lindíssima Leidiane. A partir daí tudo corre bem, até a nossa Creuza descobrir que hoje a Leidiane vai sair com o Wanderley. Porque ele simplesmente pegou o telefone, twitter, orkut, endereço da caixa postal da Leidiane, a lindíssima.

Então a nossa Creuza esboça um sorriso triste. Mesmo depois de ler algo que não a agradava (a emputeceu, pra falar a verdade, a pobre Creuza virou o cocô do cavalo do bandido na versão do Wanderley, a vítima) em algum comentário internético do Wanderley, ela ainda se sentia mal. Ainda restava o pingo da pulga do "e se" na pobre Creuza. Mas ela havia se livrado da culpa. De qualquer sentimento que restasse pelo Wanderley. Até de um pouco de alguns sentimentos seus que nada tinham a ver com o Wanderley, tipo um pedaço da sua auto-estima. E a nossa Creuza lembrou do trecho de uma música do Otto que dizia "Dificilmente se arranca lembrança, lembrança, lembrança, lembrança... Por isso da primeira vez dói, por isso não se esqueça: dói." Doeu. Ah se doeu. Mas passa. Cachaça é melhor que xilocaína pros sentimentos da pobre Creuza, a bocó. E amanhã junto com a cuba libre ela vomitará tudo o que insistiu em restar do Wanderley.

Creuza se libertou do seu encosto do caboco do Amado Batista. E peço que todas tomem cuidado, pois o exu tá a solta procurando alguma pobre pra encostar. Não necessariamente com o Wanderley, a vítima, mas pode ser o Washington, o conquistador barato, Wellyngton, o safardana, Wanderson, o calhorda, Willyam, o escroque ou qualquer um.



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Paixonite aguda tem cura?



Sempre que eu tô ovulando eu tenho esse problema. Me apaixono loucamente. Ok mentira, é só coo doce pra fingir que as pessoas não são especiais (e na maioria das vezes não são, meus hormônios e 5 cervejas que as tornam assim). Eu também não me apaixono uma vez por mês. No máximo por um scarpin que na maioria das vezes não me cabe. Minhas paixões sempre são platônicas, seja por sapatos ou por pessoas. Mas como já disse aqui, tinha tempo que não sentia friozinho na barriga. Parece ótimo não é? Não amica, cata uma bolsa de gelo, põe nesse bucho e sossega, porque se apaixonar definitivamente não é mais divertido como era há 5 ou 10 anos atrás.

Você espera que os comportamentos tenham mudado, sabe, tipo quando as pessoas envelhecem, amadurecem, evoluem. A gente só esquece que quando se apaixona volta a ser uma criança de 12 anos. Não que você compre um relógio da shoosha, um cd da shoosha só para baixinhos e dance loucamente bumbum como é bom ser lelé. A gente dança outras coisas, compra outros acessórios pra se embelezar e um cd do Ivanilson pra pensar no bofe. É tudo meio mascarado, mas no fim é tudo a mesma merda.

E aí você esquece de tudo que aprendeu, apanhou, bateu, daquele chifre que você levou em 98, que seu signo mandou você ficar longe do sexo oposto esse mês, que você tem milhões de coisas pra fazer e pára a sua vida. Pra ouvir o Ivanilson e fantasiar coisas que provavelmente nunca rolarão. Ivanilson, valeu pelo cd, mas a música 2 veio cagada tá? Tudo bem que foi 5 conto, mas porra Ivanilson.

E aí amigan, fodeu. Você começa a tentar prever reações, sendo que as suas são totalmente descontextualizadas. Você vira o menino chato que gruda o chiclete no cabelo da menina na terceira série pra causar algum impacto. Alguma reação, qualquer coisa que tire desse agonia bizarra que nego chama de paixonite aguda. Eu particularmente chamaria de estado patético catatônico, ou de retrocesso ou de algum palavrão bem chulo. Porque é algo que realmente me incomoda. Detesto perder o controle. Eu realmente não presto nesses estados.

Quando você tem 12 anos, quem liga, depois seus peitos crescem e você arruma outro. Não que não vá arrumar outro, ou por silicone, mas sou uma mulher mimada, e encasquetei com aquele. Quando você é mais nova você deita no quarto, põe backstreetboys no talo (deixa eu ser velha em paz?) e shora no seu travesseiro de coração de pelúcia cheio de ácaros. Depois você retoma o controle e parece que no dia seguinte passou Muita alergia e menos bobice de garota apaixonada. Mas quando você cresce e começa a beber as coisas tomam proporções catastróficas.

Você oscila entre o auge do amor próprio, finge que é super bem resolvida e nem liga pra nada, depois se toca que tá fazendo merda e quieta, mas aí percebe que é tarde demais e né? o que é um peido pra quem tá cagado. Aí você vai lá e caga no maiô de vez.

Mas isso tem cura gactan. Um novo porre, algumas pitadas de decepção, um pingo de auto-estima e voalá, você começa a desencanar. Você percebe que o bofe nem é isso tudo (ou pelo menos tenta acreditar nisso). Que parte do encanto se desfez, se não todo e o que sobra é só teimosia e um restinho de curiosidade de saber onde isso ia dar. Ou não. Ou você percebe que ele é feio, chato, bobo, cafajeste e mesmo assim acha que seria legal dar a cara a tapa. Tem doido pra tudo não é mermo minha gente? Péra que vou voltar o cd do Ivanilson.

Definitivamente o Ivanilson não tá me ajudando muito. Vamo de Madonna?

keep on waiting, anticipating

But I can't wait forever
....
I don't wanna keep the bright flame
Of your ego going
So I'll just stop blowin' in the wind

Pronto, sou gente de novo. Onde paramos?

Ah gente não fode, quando vamos parar de brincar de pique esconde emocional?

Eu tô a fim de parar agora, e você?

1,2,3 salve todos. Pronto, ofereço minha vida amorosa em sacrifício se for pra parar com essa merda. Tipo um G-zuz Christ do MADA com um casaco de zebra ao invés daquela túnica bege e meio caidinha.

É muita pressão e é bem chato. E eu sempre cago no maiô quando não sei o que esperar. E não sou adepta do scat. achei 1 cup 2 girls bem nojento pra dizer a verdade.

E agora José?

Vou voltar pro Ivanilson e pra minha contemplação abismada do circo que é o flerte no século XXI.

Kisses bich. No pâncreas, mandaria um no coração porque tô legal hoje, mas não sei se as pessoas tem um desses.




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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Para minhas bitches, com amor.

Eu, Ju, May e Angel muito felizes e contentes

Esse post é direcionado. Caso tenha vindo aqui ler amarguras de vida amorosa, reclamações de bofes ou qualquer outra coisa, nem perca o tempo lendo. Esse post é pros meus três mosqueteiros, totalmente direcionado. Caso você queira um post desses pra você também, favor mandar fotos nuas de corpo inteiro para camila.beauvoir@hotmail.com

Eu devia fazer um post pra cada. Eu devia fazer 10 posts pra cadas porque juro que tenho conteúdo pra isso. Mas só tenho cerveja pra mais um post. Então please bitches entendam que a pessoa humana precisa de inspiração (cerveja).

A internet é uma gynsu de dois gumes. Você pode usar para o bem ou para o mal. Não que eu repasse power point de crianças fofas, correntes de Santa Edwiges, nem paisagens estonteantes com mensagens bíblicas. Também não sou a Madre Teresa da inclusão digital. Eu xingo, eu gongo, eu falo mal de você provavelmente. Mas das minhas bitches jamé. Eu diria que fiz uns 500 inimigos na internet. E que existem lugares que não posso pisar ou volto pra casa mais roxa que coo de beesha que não usa Clariderm. Mas eu conheci algumas pessoas fodas. Que tão sempre ali, me pondo pra cima, me chamando de biscate, me influenciando a beber, a fumar, a comer que nem uma porca, a abandonar a igreja e a fazer sexo casual. Tudo muito são, muito lindo, muito dideus. São meus amigos, minha gang, meu telletubbies. Eu sou o Tink Wink porque roxo me cai bem. Vocês se virem pra saber quem é qual.

Uma delas já me mandou ir pro inferno, me chamou de infantil, mas eu sentia lá no fundo que eu tinha que amar. Talvez eu já previsse que ela tinha a maior bunda de SP. Meu amor não era a toa. E eu realmente cobiço muito aquela bunda. Aquele corpo todo. E além de gostosa ainda tem as manhas de ser a pessoa mais escrota (no bom setido) que conheço. Apesar de cheirar tinner e fumar crack eu amo muito. Nada que uma rehab não resolva. E ainda sobreviveu a 27 tesouradas do Guilherme de Pádua. É pra Canonizar ou não é? O outro calça 46. Auto-explicativo. E ainda é muito devasso apesar da cara de santo. Me identifico muito, só tô tentando aprender a cara de santa pra ser INGOAL. Ele toma rivotril gotas como eu tomo adoçante. E fica vivão pra ler pencas, estudar horrores e ser ryco e cult. Se não fosse casado juro que pedia em casamento, casava em las vegas e depois ia pro méxico viver de tequila, burritos e zeguizo zelvagem. E a outra? Ahhhhh ela é foda. Ela sobreviveu a modernidade, aderiu a ela, abandonou a tribo em que vivia onde era curandeira e receitava merla pra conjutivite e hoje em dia tem uma lan house, mas não abandonou suas raízes, em cima de cada monitor tem um cocar e um cachimbo da paz. A polícia jura que é pra fumar cracko. Ignorantes, isso é TRADIÇÃO MANO. E eu apesar de candanga, não tenho a menor vontade de por fogo nela (sorry Galdino, nem fui eu).

Eu não sei o que seria das minhas tardes sem minhas vadias. Acho que eu ia estudar trabalhar e ter um futuro promissor. Ou talvez eu só bebesse sozinha jogando Age of Empires e dormisse bêbada 8 da noite e me enforcasse na manhã seguinte. Ou talvez eu fosse pro grupo jovem da igreja e fizesse amizades que prestem. Mas assim, não ia ter um pingo de graça. Eu realmente preciso das minhas biscates, seja o bofescândalo com uma neca maior que a do promotor da Elisa ou a vadjeea com uma bunda com gravidade própria que atrai pequenos objetos como satélites ou até mesmo da bitch que paga 100zão pro guarda não levar ela presa porque ela tem fetiches estranhos com o banco de trás do carro alheio.

Por essas pessoas eu penhoraria o meu brinco de ouro, dava o coo pro pobre Kill parar de perseguir a pobre, venderia todos os corsets de bitch, meus livros psicóticos e minha mãe pra ir pra SC só pra tomar um vinho chileno e ver nego bêbado.

Seis horas é uma hora feliz pra quase todo mundo. Pra mim é triste. Cada uma das minhas quengas vão dar pros seus respectivos maridos, e o bofe vai dar assistência pra mulier e deixar a pobre mancando nos próximos três dias, que virariam uma semana se não fosse o KMED.

Parece que tudo fica mais vazio. A minha sorte é que essa hora já estou bêbada socializando até com o William Bonner, conto toda minha vida pra ele quando ele me dá boa noite. Conto que tem nada de bom, que meu fígado tá podre, que ele não devia ficar com a Fátima Bernardes, aquela podre, e depois desmaio babando na minha cama de solteiro porque vovó diz que mulher solteira que tem cama de casal é vagabunda. E de vagabunda basta a Fátima Bernardes. Se o Rogério Skylab diz que ela tem corrimento não sou eu que vou duvidar. E eu só durmo porque minhas vadias não tão comigo o tempo todo. Tenho síndrome de abstinência de todos. E eu prometo pra vocês que vou amar vocês forever e que vou matar todos, provavelmente de uma forma dolorosa mas de forma que o corpo de vocês se mantenha intacto, e aí vou empalhar vocês, colocar na minha sala e vamos ser felizes pra sempre. Todos juntos forever. Não é lecal?

Amo vocês bitches, empalhadas, pintudas, bundudas e pernudas. Angelfarma, Julynda e Mayanadson. Maynaus, Cró e Grilo. Tudo puta, mas tudo no meu corazón sufrido.

Dedico pra todos vocês.

Kisses bitches. Nas pernas da May, na bunda da Ju e o do Angel a gente conversa melhor depois onde vai ser. Até amanhã suas poota.

Luv.


PS: Esse é meu último post emo desse blog. Amanhã apaga-lo-ei sóbria depois de vomitar com o excesso de sentimentalismo e bavária.

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domingo, 20 de junho de 2010

Encalhada na copa?

Queridas encalhadas bonitas por dentro e por fora.

Pra quem não conhece Gloria Kalil, ícone da etiqueta muderna, eis a solução pros seus problemas, pelo menos enquanto a copa durar. Titia Camila explica o que fazer e o que não fazer. A internet tá cheia desses tópicos de etiqueta na copa, e esse post é só mais um deles. Mas claro que o manual de etiqueta do Manual das Encalhadas é beeem mais eficaz.

Quando você tá em um bar vendo o jogo do Brasil você tem algumas opções. Entrar no chat UOL com o celular escondido debaixo de uma bandeira do Brasil. Tentar tocar essa música do Kenny G na vuvuzela, ou fazer a Vanusa na hora do Hino Nacional. Ou você pode simplesmente ver o jogo do Brasil. Por incrível que pareça é uma opção. Mas se você saiu piriguete e tá a fim de exercitar todo seu poder de sedução, se joga gactan, mas não sem aprender algumas regras básicas antes.

1- Vuvuzelas:

Como deixar de citar a maior estrela da copa? Mais que qualquer jogador coxudo. A vuvuzela tá todo dia no TT do twitter e na boca do povo, literalmente.

Coisas que podem ser feitas com a vuvuzela: Tocar desesperadamente cada vez que o Galvão Bueno falar alguma coisa. Bater com a vuvuzela na piriguete que tá azarando o seu escolhido. Tocar quando for gol do brasil. Só do Brasil.

Coisas que não devem ser feitas com a vuvuzela: Pegar emprestada a vuvuzela daquele cara cheio das herpes bucal. Tocar com os lábios vaginais. Você não está na Tailândia amica. Gente que fuma e arremessa bolinhas de ping pong com o xibiu só é bonito praquelas bandas. Berrar com a corneta maldita no ouvido do bofe pra ver se ele te nota. O homem vai ficar sem tímpano, e você sem cobertor de orelha. Soprar notas aleatórias e JURAR de pé junto que tava tocando uma música da Britney. Ou dó ré mi fá. Ou qualquer coisa que teoricamente tem uma melodia. Inventar uma versão de "Na boquinha da garrafa" sensualizando em cima da vuvuzela. A prima da amiga da vizinha do meu amigo toda vez que peida faz "fuéeeeeeen".

2- Bandeira do Brasil

Coisas que podem ser feitas com a bandeira do Brasil: Balançar sempre que o Brasil fizer um gol. Colocar no vidro do seu carro e mudar a cada 3 dias porque o vento acaba com a bendita. Colocar na sua janela, porque além de tapar o sol se você sofre que nem eu e mora no poente e não acha um diabo duma cortina que combine com a sua decoração, ainda fica antenada.

Coisas que não devem ser feitas com a bandeira do Brasil: Fazer uma tanga improvisada e sair sambando jurando que tá na Sapucaí. Fazer de guardanapo. Usar pra tirar poeira no fim da copa (até porque o pano não colabora). Fazer bicos de crochê e cobrir a TV. Na verdade nunca use nenhum paninho pra cobrir a TV. É tipo pinguim de geladeira. Sério.

3- E finalmente mas não menos importante: Como chegar no bofe.

Coisas que podem ser feitas para abordar o bofescândalo: Primeiro gol do Brasil se joga, abraça, amassa, faz a efusiva patriota. E ponha a culpa no sentimento comum que une todos os brasileiros a cada 4 anos. Garra naquele braço musculoso (ou não, pode ser franzino, vai do gosto né?) cada vez que o time adversário chegar perto do gol, tipo filme de terror, sacoé?

Coisas que não devem ser feitas para abordar o bofescândalo: Não é a eleição, não vá abraçar o bofe gritando MARINA SILVA EÔ. No intervalo, só no intervalo, faça comentários, nada muito profundo tipo "se o robinho tivesse jogado num ângulo de 3 graus a menos seria gol, muito triste isso com a fome na áfrica e a situação da AIDS nos países de terceiro mundo, além do mais lá as crianças passam fome, quem fez esse campo ganhou $0,20 cents por hora. é como discutir relação pós sexo. Eles só ouvem tipo o telefone do Snoopy. MUOMUOUMUOMUOUMO. Não tente trocar de camisa com ele no fim do jogo como os jogadores, vamos lembrar que você provavelmente tem peitos. Não ia ser legal se você tivesse com aquele sutiã bege. Nem com aquele vermelho que você comprou semana passada por impulso consumista. Ele vai achar que você tá torcendo, sei lá, pra Dinamarca.

Poha Camila que tanto de coisa. Pois é gacta tá achando que é fácil? É, nem é. Se você quiser um pouco menos de trabalho frequente festa junina que você pode ser banguela, usar vestido de chita e se o bofe não for o que parece ou você se enxe de quentão e encara com fé ou você queima ele na fogueira.

Lembrando que esse é o post de uma pessoa bêbada que acabou de chegar do show do Alceu Valença, então releve erros de português, concordância, enfim, releva pela pobre bêbada que podia tá matando, podia tá roubando mas tá aqui postando.

Beijos no pâncreas

@MadameTPM

Post feito especialmente para o Manual das Encalhadas



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